Em março de 2021, o Instituto Madre Bernarda – Imabe, por meio de seu programa social permanente GAIROSC – Grupo de Apoio ao Imigrante e Refugiado do Oeste de SC, celebrou parceria com o Programa de Pós Graduação em Direito da Universidade Comunitária da Região e Chapecó – Unochapecó, na qual se iniciou um espaço de pesquisa ação dos mestrandos que pesquisam sobre a temática migratória e de mobilidade humana e para alunos que desejam ser voluntários. Desde então o Gairosc/Imabe tem recebido quatro acadêmicos do PPGD/Unochapecó que auxiliam na acolhida e atendimentos da população migrante em Chapecó/SC.  

O Gairosc iniciou como grupo de pesquisa em 2014 e em 2020 se tornou Grupo de Apoio, passando a integrar os programas permanentes do Imabe. “Desde o início, se mantém com um pé na realidade e outro na pesquisa científica e na aproximação com estudos migratórios junto a diversas universidades. A temática migratória deve ser vista por múltiplas áreas do conhecimento, por isso nosso objetivo futuro é ampliar a parceria com outros cursos”, ressalta a coordenadora do Gairosc Rosane Padova.

Desde junho, os atendimentos acontecem todas as quintas-feiras à tarde, no polo do Gairosc/Imabe em Chapecó, junto a Casa do Migrante, que também é fruto da parceria entre o Imabe e a Pastoral do Migrante. Isso tem impactado de forma positiva na vida das pessoas migrantes que procuram os serviços oferecidos.  Os atendimentos acontecem de duas maneiras: a primeira é quando a pessoa entra em contato com o Gairosc via WhatsApp, a qual recebe um formulário online que deve ser preenchido e encaminhado. Em seguida, já com os dados e as demandas, o Gairosc entra em contato, quando a demanda não é resolvida de forma virtual, é feito um agendamento presencial. A segunda forma é por demanda espontânea, que são aqueles casos que chegam nos dias de atendimento presenciais.

Todo imigrante que chega com uma demanda que não compete ao Gairosc é orientado e encaminhado para o órgão competente, e nesse aspecto, o Centro de Atendimento à Comunidade (sociojurídico da Unochapecó) tem sido parceiro também.

Um aspecto importante é a comunicação, por isso, sempre que possível fala-se o idioma da pessoa migrante. Para Rosane, “o uso de outros idiomas aproxima, gera confiança e entendimento. Não é necessário saber tudo, mas ao menos uma palavra, uma saudação faz o migrante sorrir. Aos voluntários e acadêmicos eu digo que não temos a solução para tudo, não sabemos tudo, mas devemos saber acolher bem, ouvir e respeitar as pessoas migrantes e refugiadas nas suas diversidades, fragilidades e riqueza. Tem sido surpreendente a dedicação, o compromisso e o empenho de todos voluntários e acadêmicos nesses aspectos.”

Até o presente momento os acadêmicos atenderam no total 47 pessoas imigrantes e refugiadas, nacionais da Venezuela, Cuba, Senegal e Haiti e as principais demandas foram referentes a solicitação e renovação de refúgio; naturalização; reunião familiar; alteração de endereço; renovação do RNM;  questões voltadas a saúde, boletim de ocorrência (perda de documentos); questões previdenciárias; alimentação e vestuário; pessoas em situação de rua.

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